Jornal Correio de Russas

SEMANÁRIO INDEPENDENTE
ANO 59 -Russas,30 de junho de 2000 Nº322

FUNDADO POR MANUEL MATOSO FILHO
REDATOR HORÁCIO MATOSO ( DA ACI )

EXPEDIENTE
REDAÇÃO: Rua Br.de Aracati,2499 APT 201
E-mail : russa-no@uol.com.br

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NOTAS E COMENTÁRIOS



O Jornal Correio de Russas é hoje uma referência dentro da imprensa interiorana, pois, tanto na primeira fase, como na segunda, em 30 de abril de 1979, teve ampla repercussão nos meios jornalisticos da Capital, conforme divulgação nos órgãos da época.
Fundado em 26 de outubro de 1941, teve como meta principal divulgar o progresso do município, primando pela veracidade da notícia , dentro dos princípios da Boa Imprensa, não esquecendo de divulgar também as cidades que formam a Região Jaguaribana.
Desde a fundação, seguiu sempre a orientação de seu fundador que era, divulgar os fatos com imparcialidade, deixando o julgamento a cargo dos leitores.
Manteve-se, alheio as picuinhas políticas, que nada constróem, muito pelo contrário , só fazem denegrir a imagem de um povo.
Seus exemplares, que se encontram no arquivo do jornal, refletem a segurança com que eram relatados os fatos ligados á Política, Esporte, Cultura, e outros ligados à Comunidade, onde o leitor tinha e terá espaço garantido na defesa dos interesses do consumidor e levantamento de problemas que afetam a população no dia-a-dia.
Hoje estamos substituindo algumas matérias.



Horácio Matoso
Redator




Aspectos Geográficos
da cidade de Russas

Localização :
margem esquerda do Riacho Araibu, afluente do Rio Jaguaribe.

MICRO Região : Baixo Jaguaribe.

Região: Nordeste
Estado Ceará
Capital Fortaleza
Distância de Fortaleza 162 km ( BR 116 )
Área 1.614,0 Km2
Densidade 32.00 hab/km2
Altitude 20 metros
Longitude - 37.000 (graus
Latitude - 4.000 (graus)

População :
Homens 25.562 habitantes
Mulheres 26.348 habitantes



(Fonte: I.B.G.E)

Datas históricas

15/07/1801 - Criação da vila
25/08/1871 - Instalação da Comarca
09/08/1859 - Elevação à categoria de cidade

Aspectos Históricos - Não está satisfatoriamente esclarecida a origem do topônimo Russas. Alguns historiadores acreditam que o nome foi inspirado pela ocorrência, ao norte da localidade, de blocos de granitos que, vistos à distância, se assemelhavam a um lote de bestas russas.
Outra versão corrente, de cunho popular, admite haver residido nos arredores do antigo povoado "um velho que possuía cobiçado e vistoso lote de "bestas", notáveis pela uniformidade de sua cor. Finalmente, uma terceira versão deriva o topônimo da serra do mesmo nome, localizada no nordeste do Estado de Pernambuco.
Alguma família pernambucana estabelecida na zona teria dado ao local aquela denominação, reminiscência sentimental do seu torrão de origem.
As terras que viriam a constituir o atual município de Russas eram habitadas, à chegada dos primeiros colonos, por volta de 1690, por tribos selvagens que praticavam terríveis devastações, a fim de desalojarem os novos moradores. Luciano Cardoso de Vargas, médico procedente de Pernambuco; Francisco Ribeiro de Sousa e sua mulher, também daquela capitania (Muribeca), e Gaspar Rebouças Malheiro, oriundo de Viana ( Portugal), destacam-se entre os primeiros desbravadores da Região.
Para que o nascente Arraial pudesse mais eficazmente opor-se aos ataques dos selvagens, Pedro Lelou construiu, em 1701, por ordem do Governo Português, uma pequena fortaleza a que foi dada a denominação de Forte do Jaguaribe.
O local , conhecido também por Presídio do Jaguaribe, pela nona destinação dada ao forte, chamou-se depois Presídio de São Francisco Xavier.
O povoamento intensificou-se em 1707, quando Cristóvão Soares Reimão iniciou a construção de uma capela e a demarcação de terras, destinando, da concessão feita a Gregório Gracisman de Abreu "meia légua de terra para a residência do pároco".
Erguida, em 1709, a "casa de Orações", com aparência de Igreja, no local onde hoje está a Matriz, passou a denominar-se Casa de Nossa Senhora.
Entretanto , havendo sido retirada a antiga fortaleza, verificaram os moradores a necessidade de substituir o nome do lugarejo.
Tendo em conta que o local que ficava o templo era o ponto de maior convergência dos que residiam nas cercanias, deram-lhe a denominação de Sítio da Igreja Sítio, àquela altura era o nome dado pelos colonos às suas vivendas, como é o caso do sítio do Frade, na mesma Região Jaguaribana.
Posteriormente, levando em consideração a circunstância de situar-se o templo na sede do maior núcleo de região, banhado pelo riacho Araybu, de há muito
conhecido pelo nome de riacho das Russas, deram-lhe, seus moradores, a denominação de Capela das Russas e, em substituição ao topônimo Sítio da Igreja, o de "Vila das
Russas", numa antecipação do ato administrativo que só no alvorecer do século passado viria a efetivar-se.
Em 1735, o povoado contava algumas centenas de habitantes e possuía "casario de beira e bica, paredame de tapume, chão de terra batido".
Em 1801, Bernardo Manuel de Vasconcelos, primeiro Governador da Capitania do Ceará, ordenou ao ouvidor Manuel Leocádio Rademark que erigisse em vila o povoado. Ocorreu a criação da vila em 15 de julho de 1801, verificando-se a instalação em 6 de agosto do mesmo ano.
Cerca de dois anos antes, em 16 de maio de 1799,
o Governador da Capitania de Pernambuco, a que se achava incorporado o Ceará, ordenara a criação da Vila,
com o nome de São José do Bispo ou Santo Antonio do Ouvidor, o que só se efetivou posteriormente, mediante ato do governador Vasconcelos, recebendo a vila a denominação de São Bernardo do Governador, modificada pelo povo para São Bernardo das Russas.
Foi a vila elevada à categoria de cidade pela lei nº 900, de 9 de agosto de 1859, com a designação de São Bernardo do Governador ( ou das Russas), reparando-se assim a anomalia observada por mais de meio século.
No Decreto nº 1956, de 5 de junho de 1891, o município aparece com o nome de Russas. Em face da duplicidade de designação, o Decreto nº 169, de 31 de março de 1938, fixou o topônimo Russas.




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Russas : a criação da VILA

Faz 199 anos que Bernardo Manuel de Vasconcelos, chefe de esquadra graduado, Professor na ordem de São Bento de Aviz, e fidalgo cavalheiro da Casa Real e primeiro Governador da Capitania do Ceará, determinou que o Ouvidor Manuel Leocádio Redemaker erigisse em vila a povoação, dando-lhe o nome de São Bernardo do Governador, o que foi feito no dia 6 de agosto de 1801.
Propósito ou mera coincidência, o fato é que a festa de São Bento era ou é realizada em Portugal nos meses de agosto de cada ano.
Muitos anos antes, porém, em 15 de maio de 1799, o Governador interino de Pernambuco havia ordenado ao Ouvidor do Ceará a criação da vila com a denominação de Santo Antonio do Ouvidor ou São José do Bispo e como não havia sido cumprida essa determinação, o Governador Bernardo, apoiado na ordem Régia de 22 de julho de 1776, rejeitou as recomendações supra , impondo a do seu agrado: São Bernardo do Governador.
A não ser porém, em atos oficiais, ninguém escrevia ou chamava senão São Bernardo das Russas ou simplesmente São Bernardo.
Estas denominações a contra gosto, mesmo dos poderes públicos, chegaram a merecer a anuência de todos os lugarejos da vizinhança e a adquirir foros de “leis costumeiras”.
Para essa anomalia a lei n.º 900, de 9 de agosto de 1959, que elevou a vila à categoria de cidade, fez voltar o topônimo – São Bernardo das Russas, muito antigo e tradicional.
Já por força do Decreto Estadual n.º 169, de 31 de março de 1938, fixou o nome de Russas, excluindo os de São Bernardo.
De acordo com as prescrições legais da época devido a criação da vila, foi levantada na praça em frente a Igreja Matriz uma coluna de pedra e cal, armada de uma argola, e de uma corrente de ferro, na qual eram aprisionados os escravos, a mando dos senhores, para receberem castigos.
Sobre os alicerces desta coluna, conhecida oficialmente por pelourinho, sob a iniciativa do Dr. Eusébio de Sousa, então Juiz de Direito da Comarca, foi erigido um obelisco.


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População de Russas em 1860


O município de Russas, antigo São Bernardo do Governador, ou simplesmente São Bernardo das Russas, cujos limites eram, por força de lei, os mesmos da Paróquia, tinha, em 1860, contados, 19.044 habitantes, sendo 17.044 livres e 2.000 escravos. Esses dados foram extraídos do livro "Ensaios Estatístico das Províncias do Ceará", de autoria do Senador Pompeu, edição de 1861.
Trata-se de Termo Independente , com juiz municipal e órfãos (letrado), 6 distritos de Paz, 1 Delegacia e 6 sub-delegacias.
Possuía dois Batalhões de Guardas Nacionais, e uma seção de Batalhão de Reserva. Existiam 6 escolas primárias, sendo duas na cidade, uma para cada sexo, e as demais localizadas nos Distritos de Morada Nova, Tabuleiro de Areia, Livramento e Limoeiro.
O Colégio Eleitoral era composto de 49 eleitores e pertencia ao 1º Distrito.
População da sede: 827 pessoas, que habitavam 170 casas , sendo que 120 eram escravos.
Nessa época o prédio onde funcionou o "Presídio do Jaguaribe" foi vendido pelo coronel Francisco das Chagas de Araújo, pela quantia de 400$000 réis a Antonio da Silva Leal, que pagou a metade em dinheiro e o restante em dias de serviço. Anos depois foi vendido ao Sr. Felipe José de Santiago que, em 1933, vendeu ao Sr. João Vital Ferreira Lima e, hoje pertence aos seus herdeiros.
Nesse tempo Russas já havia sido transformada em Vila - 1859 - e sua administração era feita pelos vigários, que acumulavam as funções de cura e Juiz.

<><><><><><><><><><><><><><><><><><><>< A cheia de 1924


O ano de 1924, começou sem do céu cair uma gota d'água. O povo já sem esperança de chuva se preparava para romper uma grande seca idêntica a do mesmo ano, do século passado, como registra a história. Mas grande foi a surpresa deste mesmo povo, com o inverno que logo começou, no dia 24 de janeiro. Chovendo quase que quotidianamente até o dia primeiro de julho. O rio Jaguaribe transbordava com impetuosidade submergindo as terras marginais em uma altura e largura como nunca se viu nos maiores invernos até hoje conhecidos.
Basta dizer que desde os tabuleiros que ficam ao lado poente da cidade até o sopé da Serra do Apodi, as canoas navegavam sem interrupção como se fossem em um grande lago.
Pelas ruas da cidade as águas corriam impetuosamente e somente as casas localizadas ao lado nascente da Matriz, ficaram a salvo.
Outras casas do lado sul da Igreja de São Sebastião foram invadidas pelas águas, e outras mais não foram, devido a tapagem de tijolos com cimento que nas portas fizeram os seus habitantes.
Incalculáveis foram os prejuízos causados pela inundação, durante muitos dias, não só nas plantações que foram totalmente destruídas, mas também nos animais, que morreram afogados, e nas cercas das roças que caíram.
As famílias salvaram-se trepadas em jiraus, dentro de suas casas inundadas, sofrendo fome, e pedindo em gritos socorro, até que aparecesse uma pessoa que as conduzisse para a serra e tabuleiros.
O Padre Zacarias Ramalho, vigário de Russas na época, e que se encontrava em Fortaleza, em tratamento de saúde, procurou o Governador do Estado, o Sr. José Moreira da Rocha e expôs toda a situação reinante no Vale do Jaguaribe, tendo providenciado, de imediato, o envio de donativos, alimentos e medicamentos.
Viveu, por conseguinte, momentos dramáticos, a população russana ao enfrentar mais uma enchente.


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História de alguns ruas

1) Avenida Dom Lino - Inicialmente conhecida pelo nome de rua da frente, depois rua Siqueira Campos e hoje Dom Lino, em homenagem ao Professor Municipal, ao vigário e Bispo de São Paulo, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho.

2) Padre Raul Vieira - Conhecida pelo nome de rua do Comércio, depois recebeu a denominação de João Pessoa, e, atualmente com essa designação, em homenagem ao Padre Raul Vieira de Queirós, que desempenhou as funções de vigário de nossa Paróquia, interinamente, no ano de 1919.

3) Coronel Araújo Lima - popularmente conhecida por rua de Trás, recebendo depois a denominação de Araújo Lima, em homenagem ao Intendente (1911) e primeiro prefeito do município Francisco Ferreira de Araújo Lima, que governou de 19l6 a 1918.

4) Dr. Perdigão Sobrinho - em homenagem ao farmacêutico, e um dos precursores da imprensa. Fundador do jornal O RUSSANO. Foi Intendente do Município de 1916/1918.

Nossas praças

1) Monsenhor João Luís - Esta é a principal praça de nossa cidade, a antiga 7 de setembro, depois Juarez Távora e, posteriormente, recebeu a denominação que hoje ostenta, em homenagem ao Monsenhor João Luís de Santiago, que foi vigário desta paróquia durante 23 anos.

2) Praça Joaquim Távora - Como nunca foi construído algo que justificasse o nome de praça, a Prefeitura autorizou a construção da Agência do Banco do Brasil, em 1968.

3) Praça da Carnaúba - ao lado da Prefeitura, homenageando os vastos carnaubais existentes no município.
Quem viveu o ciclo da carnaúba sabe muito bem da riqueza de seus proprietários, os chamados coronéis.

4) Praça Edvaldo Leite - Localizada à entrada da cidade, de quem vem de Fortaleza, recebeu esse nome em homenagem ao comerciante Edvaldo Leite de Oliveira, pessoa bem relacionada em nosso meio sócio-comerciais.

5) Praça F.E.B. - Esta fica situada na rua Benjamim Constant, nas imediações do 1º Batalhão da PM, uma homenagem aos heróis da FEB.

O único sobrevivente aqui em Russas, faleceu recentemente, Sr. Zacarias Leandro Evangelista.

6) Praça Matoso Filho - Fica entre o prédio da Prefeitura e a Igreja Matriz, e representa uma homenagem do povo russano a Manuel Matoso Filho, que governou o município de 2 de dezembro de 1937 a 1945 e foi deputado estadual em 1950.


Hino Municipal de Russas

Letra de Antonio Sales
Música de Raimundo Correia

RUSSAS, rompendo as brumas do passado,
Vem hoje receber as saudações
Dos teus filhos, que em canto sublimado,
Recordam suas nobres tradições

Coro

Oh! torrão lindo.
Que é nosso lar, de amor infinito
Nos faz vibrar
Ri-se a luz nestas faces prazenteiras!
Não há indiferença num só !
Cantam as frondes das carnaubeiras,
Que tem nas palmas ouro branco em pó.

Coro

Oh! Terra de Dom Lino! És sempre forte,
Como o granito do rochedo nu
A cujos pés marulha, num transporte
De poesia, o claro Araibu.

Coro

Em torno ao monumento, que aos humanos
Lembra o teu nascimento, com fervor,
Os teus filhos todos os anos
Cantam este hino de esperança e amor.

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Igreja Católica


A freguesia desta Paróquia data da Provisão de 11 de março de 1735 e tem como Orago Nossa Senhora do Rosário.
A Igreja começou a ser construída em 1707, por iniciativa do Desembargador Cristóvão Soares Reimão, que lançou uma finta de bois em duzentos currais e sujeitou a terra de cada um ao imposto de dez tostões, mandando, outrossim, vir de Fortaleza 30 índios destinados aos trabalhos da referida construção.
Com a finalidade de proteger o nascente arraial, o referido magistrado tirou da sesmaria pertencente a Gregório Gracisman de Abreu, por ocasião da medição em 16 de novembro de 1707, meia légua de terra para passais do pároco residente nas proximidades da capela.
Houve protesto dos herdeiros, mas, afinal Matias Ferreira da Costa, genro de Gracisman ofereceu por escritura de 2 de setembro de 1745 a terra reclamada a Nossa Senhora do Rosário, padroeira da referida Capela.

Há na sede duas Igrejas: a Matriz ( Nossa Senhora do Rosário), e a de São Sebastião.

Capelas
1. São Francisco, ao lado do Colégio Estadual;
2. Nossa Senhora de Fátima , no Bairro de Fátima
3. São Bento, Alto da Bela Vista
4. Santo Antonio, ao lado do Hospital
5. Coração Imaculado de Maria, ao lado do Colégio das Irmãs.
6. Bom Jesus dos Aflitos, no Cemitério.
7. Bom Jesus de Praga, no sítio Canto.
8. José de Anchieta, no Poço Redondo;
9. Nossa Senhora das Dores, na Timbaúba. - 1852
OBS. Por ser construída de taipa, foi demolida e construída em 1929, quase as custas do Sr. Lino Gonçalves.
10. São João de Deus, na antiga Lagoa do Velho, hoje São João de Deus - 1951
11. N.S.do Perpétuo Socorro - Distrito de Pedras.
12. São Pedro, no lugar São Pedro
13. Santa Luzia - na Boa Vista - 1972 e nas localizadas, de Lagoa Grande; Vieira, Consolação, Barbada, Pau D`arco, Bento Pereira, Capim Grosso, Gafanhoto, Luzilândia.

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Assistência Vicarial <><><><><><><><><>

Para uma melhor assistência ao grande número de fiéis aglomerados em torno da Capela, foi nomeado pelo Bispo Dom Manuel Álvares da Costa, em 1712, o vigário encarregado de dar assistência religiosa aos fiéis.
Na ordem de sucessão apresentamos o seguinte quadro

1º - Padre Antonio de Araújo S.J 1712/1719;
2º - Padre Francisco Gomes da Silva 1719/1724;
3º - Padre Dr. Manuel da Fonseca Jaime 1724/1730
4º - Gonçalo Ferreira de Melo 1730/1734;
5º - Padre Gaspar da Costa Botelho 1735/1736;
6º - Padre Ambrósio Bernardo Menna 1736/1738;
7º - Padre Gonçalo Ferreira Melo - interino 1738;
8º - Padre José Lopes Santiago 1739/1741;
9º - Padre João Pereira de Lima 1741/1755;
10º -Padre Dr. Ezequiel Carneyro 1755/1761;
11º -Padre Dr. Manuel da Fonseca Jaime 1762/1763;
12º -Padre Gonçalo Ferreira Melo - interino 1765;
13º -Padre João Francisco Rodrigues da Costa 1783/1792;
14º -Padre Manuel Pereira Dutra 1792/1796;
15º -Padre Bernardo da Fonseca Galvão 1796/1831;
16º -Padre Joaquim de Paula Galvão 1831/1833;
17º -Padre Francisco de Paula Barros 1833/1842;
18º -Padre João Crisóstomo Pinto Brasil - 1842/1843;
19º -Padre Francisco de Mendonça Henrique 1843;
20º -Padre Joaquim Domingos Carneiro 1843/1867;
21º- Padre Lino Deodato R. de Carvalho 1867/1873;
22º -Padre João Vicente Ferreira Lima 1873/1883;
23º -Padre João Luís de Santiago 1883/1906;
24º -Padre Zacarias da Silva Ramalho 1906/1924;
25º - Padre Raimundo Hermes Monteiro - 1924/1930
26º - Padre Nelson Terceiro de Farias 1930
27º - Padre Vital Gurgel Guedes 1930/1944
28º - Padre José Terceiro de Sousa 1944/1948
29º - Cônego Pedro de Alcântara Araújo 1944/1991
30º - Padre Raimundo de Sales Façanha - 1968
31º - Padre José Rivando Moreira - atual 1991


<><><><> Coadjutores <><><><><><><>
Segundo pesquisa, constam como Coadjutores da Paróquia, os seguintes sacerdotes:

1. Padre José Carneiro Carlos da Silva 1796/1831
2. Padre João Luís de Santiago.................... 1883
3. Padre José Agostinho de Santiago.......... 1887/1890
4. Padre Estevão Honorato Rodrigues Lima.1898/1901
5. Padre Zacarias da Silva Ramalho............ 1903/1906
6. Padre Jaime Felício de Sousa.................. 1933/1934
7. Padre Aluísio de Castro Filgueiras........... 1936/1942
8. Padre Ângelo Gurgel Guedes................... 1942/1943
9. Padre José Terceiro de Sousa................. 1943/1948
10. Padre Luís Gonzaga Xavier de Lima ....... 1950
11. Padre Francisco Cabral de Amorim.......... 1951
12. Padre Heitor de Matos Montenegro........ 1952


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Outros sacerdotes por aqui passaram ou continuam auxiliando o Vigário nessa difícil tarefa de evangelização. São eles:

1) Padre Abdon Valério, com o seu carro Capela visitou as mais distantes localidades, celebrando missa, promovendo batizados, etc. Teve papel importante na construção de diversas capelas,, cujo povo hoje rende sua homenagem a este servo de Cristo, que já não se encontra em nosso meio, pois, foi chamado pelo Pai.

2) Padre Marcondes Matos Cavalcante, virtuoso sacerdote de nosso clero, inteligência brilhante, grande benfeitor dos humildes. Foi vigário de Jaguaruana, no período de 25 de janeiro de 1925 a 15 de fevereiro de 1945, onde realizou várias obras, incentivando a construção do Salão Capela, Vilas Vicentinas e Instituições de Amparo a Velhice. Foi, também, vigário de Icapui, saindo de lá para Russas, onde faleceu no dia 20 de setembro de 1968, como Capelão do Hospital, aos 73 anos de idade.

3) O padre Severino Xavier da Silva, foi Pró-Vigário de Palhano, e o Padre Nelson Nogueira Mota, aqui estiveram prestando serviços à comunidade russana, com especial dedicação.

4) Os Padres Jesuítas João Rocha - 1956 e Luís Vieira - 1959, também, prestaram valiosa colaboração à Paróquia.

5) Padre José Edvaldo Moreira de Sousa, educador emérito, possuidor de vários cursos feitos em Roma e que, atualmente, é vigário da Paróquia de Palhano, onde realiza com brilhantismo o seu papel de evangelizador.

6) Padre Afonso Rocha Júnior, foi outro que participou da vida religiosa de Russas, quer como Capelão da Polícia Militar, ou ainda como educador. Também fez vários cursos em Roma.

7) Os Padres Tomás, Bernardo e o Padre Correia, também merecem registro, pois aqui se encontram auxiliando o Vigário Padre Moreira, nas diversas atividades religiosas.

8) Apesar de pertencer ao Convento de São Francisco, na cidade de Canindé, o Frei Elias, filho de Russas, aqui esteve, em diversas oportunidade, prestando a sua colaboração, por ocasião das Missões.

<><><><>Considerações finais <><><><><>

Nossos vigários muito lutaram pelo progresso de nossa terra.
Vale destacar o Padre José Bernardo da Fonseca Galvão que exerceu grande influência na época, pois, sendo membro do Cabido de Pernambuco e Arcediago, ou seja Vice-Deão, e como Vigário de Russas, reuniu um grupo de fazendeiros desta localidade, e junto ao Governo da Capitania Manuel Bernardo de Vasconcelos, reivindicaram a elevação do povoado à categoria de Vila. E a 6 de agosto de 1801, era concretizada a luta dos moradores deste povoado.
Também foi valiosa a colaboração do Padre Joaquim Domingos Carneiro, que se destacou com a construção da primeira torre da Igreja Matriz, do lado direito, no ano de 1846.

Outro grande batalhador, em prol do desenvolvimento de nossa Igreja, foi, sem dúvida, o Padre Lino Deodato, que com o seu dinamismo, construiu as Igrejas de São Sebastião, em Russas, a de Quixeré e a do Palhano, além de ampla reforma na Igreja Matriz.

Merece destaque a luta de outro incansável batalhador que foi o Padre Zacarias da Silva Ramalho que foi um grande pregador, encontrou sempre solução adequada para todos os problemas de ordem espiritual ou temporal. Concluiu a Igreja de São Sebastião, e a do Palhano e fez algumas reformas na Igreja Matriz.

Destacou-se com grande mérito o Monsenhor Vital Gurgel Guedes pelas suas conhecidas virtudes. Fez várias reformas na Igreja Matriz, inclusive construindo a segunda torre em 1942.

A brilhante atuação do Padre José Terceiro de Sousa se fez notar com a luta em defesa de nossa Igreja, quando aqui se pretendia fundar um Centro Espírita Concluiu a Casa Paroquial e por suas grandes virtudes foi sagrado bispo e designado para a Diocese de Caeteté, na Bahia, em 19 de fevereiro de 1948.

Como vigário colado foi designado o Cônego Pedro de Alcântara Araújo, com sua luta sem precedentes no sentido de manter a nossa Igreja numa posição condigna. Essa reforma, embora não tenha agradado a muita gente, inclusive o autor destas linhas, transformou a nossa Igreja para os padrões da modernidade.
Em seu tempo de vigário foram construídas várias capelas em nossa Paróquia, o que demonstra o seu espírito empreendedor.

Foi o idealizador do projeto e construção da Betânia, logo atrás da Matriz, servindo de apoio aos sacerdotes que aqui chegam para suas atividades religiosas.
Permaneceu como vigário até o ano de 1991.

Durante o afastamento temporário do Cônego Pedro de Alcântara, assumiu a Paróquia o Padre Raimundo Sales Façanha. O Padre Ducéu, como é conhecido, desenvolveu intensa atividade, sempre procurando inteirar-se dos problemas da comunidade, através de encontros com os rotarianos, leões, e associações pias, etc.

No dia 10 de fevereiro de 1991, assumia os destinos da Paróquia, o Padre José Rivano Moreira, que desenvolve intenso trabalho em prol da Igreja, procurando, também, melhorar o aspecto físico de Igreja Matriz, através de pequenas reformas.


<><><><> Igreja Presbiteriana <><><><>

No ano de 1931, o funcionário do Telégrafo, Sr. José Pinto Bandeira, procurou difundir esta crença religiosa em nossa cidade.

Embora o número de adeptos não fosse dos maiores, mesmo assim lutaram tenazmente pela construção do Templo. Os cultos eram realizados em residências dos simpatizantes onde se faziam ouvir as pregações evangélicas, até que, no dia 20 de fevereiro de 1944, foi inaugurado o Templo, localizado na Travessa Acelino de Pontes nº 142.

A solenidade de inauguração contou com as presenças dos reverendos Professor Natanael Cortez - Presidente, o Missionário E. R. Areart, diretor espiritual de todo o Evangelho na zona jaguaribana; o pastor Bezerra Lima, o Dr. Ezequiel Menezes, ex-prefeito de Russas e grande número de adeptos.

Desde então, a história da Igreja Presbiteriana começou a ser escrita.

Houve, na verdade, muita oposição por parte dos católicos, da época, que procuravam obstruir o trabalho desenvolvido pelos pioneiros Milton Loiola e Joaquim Torres.
Depois do Sr. Milton Loiola, vieram os seguintes pastores, em ordem cronológica:

2) Rev. Bezerra Lima;
3) Rev. Noemias Castelo Branco;
4) Rev. Benedito Morais, em 1948;
5) Rev. Mosely, em 1950;
6) Rev. Francisco Morais, em 1950;
7) Rev. Isaías Sales, em 1957;
8) Rev. Francisco Sales, em 1960;
9) Rev. Luís Bernardo, em 1982;
10) Rev. Francisco Caetano Pereira;
11) Rev. Francisco José ( Franzé);
12) Rev. Gilberto Moraes da Costa, de 1994 a 1997;
13) Rev. Tibério Barbosa de Lima -
Pastor desde o ano de 1998.



<><><><><> Igreja Evangélica <><><><><

A Igreja Evangélica - Assembléia de Deus - Templo Central, fica localizada na Avenida Dom Lino 74. Vinha funcionando provisoriamente, até que em 1972 foram organizados os estatutos, e iniciada e concluída. a construção da sede .
Na sucessão de presidentes temos os seguintes pastores:
1º) Raimundo Nonato Nobre;
2º) Francisco Nogueira Duarte:
3º) José Ferreira;
4º) Sebastião Silva;
5º) Anadabe Almeida;
6º) Delmiro Albino;
7º) Aliaquim Rodrigues;
8º) José Queiroz do Nascimento;
9º) Moisés Teixeira;
10º) Francisco Lima de Freitas;
11º) Francisco Vieira Filho.

A atual diretoria está assim constituída:

Presidente - Antenor Bezerra Dias
Vice presidente - Raimundo de Jesus Alves
Secretário - Lealdo José Leal
Tesoureiro - Cícero Batista Diniz.








<><><><><>Poder Judiciário <><><><><><>


Criado o Termo pelo Conselho Provincial, em 6 de maio de 1833, teve Juiz Municipal, formado em Direito, pelo decreto n.º 172, de 15 de maio de 1842, sendo primeiro nomeado o Dr. Felipe Raulino de Sousa Uchôa.
Com a criação da Comarca, pela lei Provincial n.º 1415, de 25 de agosto de1871, declarada de segunda entrância, pelo Decreto nº 5195, de 11 de janeiro de 1873, foi nomeado o primeiro Juiz de Direito o Dr. Francisco de Araújo Lima, para ocupar o cargo.
Extinta a Comarca, pelo Decreto Estadual n.º 196, de 5 de junho de 1891, e restaurada pela Lei 422, de 29 de setembro de 1897, compreendia agora os termos de Limoeiro do Norte e Morada Nova.
Pela lei 391,de 22 de outubro de 1898, o de Morada Nova, passou para a Comarca de Quixadá.
Após a restauração teve como primeiro Juiz o Dr. Raimundo Francisco Ribeiro, que a reinstalou a 7 de março de 1898.
A seguir, a relação dos juizes de Russas, desde a criação da comarca até nossos dias:

1º - Dr. Francisco de Araújo Lima
2º - Dr. José Joaquim Domingos Carneiro
3º - Dr. Raimundo Francisco Ribeiro
4º - Dr. Manuel Augusto de Oliveira
5º - Dr. Eusébio Nery de Sousa
6º - Dr. Raimundo de Carvalho Lima
7º - Dr. Manuel Sancho Campelo
8º - Dr. Cursino Belém Figueiredo
9º - Dr. Manuel Sales de Andrade
10º - Dr. Júlio Maciel






11º - Dr. Eurico Alves Monteiro
12º - Dr. Inácio Moacir Catunda Martins
13º - Dr. Raimundo Cavalcante
14º - Dr. Olavo Morais Athaíde
15º - Dr. José Barreto de Carvalho
16º - Dr. José Mauri Moura Rocha
17º - Dr. José Bruno Pereira
18º - Francisco da Rocha Victor
19º - Dr. Lincoln Tavares Dantas
20º - Dr. Celso Albuquerque Macedo
21º - Dr. Antonio Giovani de Oliveira
22º - Dr. Washington Luís Terceiro Vieira

Promotores

Tivemos no desempenho da Promotoria Pública, desde a instalação da comarca, em 1872, os seguintes membros:
1º - Capitão Inácio Antonio Rodrigues Machado
2º - Dr. Caetano Alberto da Fonseca Lima
3º - Dr. José Baltazar Ferreira Facó
4º - Dr. Felipe Franklin de Lima
5º - Dra. Auri Moura Costa
6º - Dr. Evandro Sales Luz
7º - Dr. Alfredo Azevedo Montenegro
8º - Dr. José Ribeiro Dantas
9º - Dr. Vicente Francisco de Sousa
10º - Dr. Ernesto Serra
11º - Dr. Antonio de Deus Almeida
12º - Dr. Airton Castelo Branco
13º - Dr. Francisco Gaspar Bezerra de Meneses
14º - Dr. José Aurélio da Silva






<><><><><><><><><><>

A Dra Lucimeire Godeiro Costa, responde pela 9ª Zona Eleitoral que compreende os município: Russas (sede), Palhano e Quixeré.
Atualmente o município conta com 36.134 eleitores inscritos.



<><><>><><><>Notários<><><><><><><><><

Sabemos que o Cartório do primeiro ofício foi criado no ano de 1705, entretanto, não dispomos dos nomes de seus notários, desde esse ano.
Segundo consta dos assentamentos, temos:

Primeiro Cartório
1º - Avelino de Brito
2º - Raimundo Nogueira Santiago
3º - Maria Helena Santiago
4º - Francisco Rantzau Souza
5º - Bel. Carlos Eugênio Carvalho Sousa

Segundo Cartório
1º - Teodorico Veloso
2º - João Luís Ramalho de Alarcon e Santiago
3º - Argemiro Torres Filho
4º - Maria Núbia Ramalho Torres

Tendo em vista a colaboração no andamento dos processos judiciais, relacionamos os oficiais de justiça, a partir de 1904:
Oficiais de Justiça
1º - Joaquim Clementino Ribeiro
2º - Paulino de Sousa
3º - Vicente Ribeiro de Santiago
4º - José Coelho da Silva
5º - Francisco José Barbosa
6º - Raimundo Galdino Filho
7º - Jose Procidio da Costa
8º - Augusto Nogueira da Costa
9º - Luís Galdino da Silva
10º - Luís Fonseca da Costa
11º - João Pascoal da Silva
12º - Claudionor Galdino da Silva



<><><> Poderes Municipais <><><><><><>


Executivo - Somente no ano de 1801 houve a primeira eleição para dirigentes da Vila, pois, até então, sua administração era exercida pelos vigários.
Estes tinham plenos poderes da Coroa para resolver os problemas da região , sob sua jurisdição. Portanto, o pároco de Russas exercia os poderes ministerial, como sacerdote, e judicial,
como juiz da Vara.
No dia 8 de agosto de 1801, por ordem do Corregedor d Comarca Manuel Leocádio Redemaker foi realizada a primeira eleição em Russas para dirigentes da Vila. Foram eleitos os seguintes cidadãos:
Para Juiz ordinário, Francisco Xavier de Matos Fontes;
Para sargento-mor, José Jacob de Freitas;
Para vereadores, Manuel Ferreira de Mendonça, Agostinho Vicente Colares e Simão Pita Porto Holanda;
Para procurador, Manuel Dionísio de Araújo, e
Para Juiz de Órfãos, o capitão-mor, José Antonio de Sousa Galvão.
Este último foi também Ouvidor da Capitania do Ceará, em substituição a Manuel Leocárdio Redemaker.
Com a implantação da Monarquia o município passa a ser administrado por uma Câmara composta de vereadores eleitos quadrienalmente.
Desse período tem-se notícia de algumas eleições, como a de 1822, quando o padre Vicente Rodrigues da Silva, então Presidente do Conselho Municipal, presidiu as eleições e obteve 107 votos para vereador, e consta sua assinatura na Ata de encerramento.
Nova eleição é procedida em 1829 para vereadores, e juiz de Paróquia de Russas e Capelas filiais de Tabuleiro
de Areia, São João e Livramento. Nesta, consta a assinatura do Padre Manuel Vicente Colares que serviu como presidente e do Padre José Bernardo Galvão.

No Livro de atas é registrada uma outra eleição para Juiz de Paz realizada em 1843, onde consta que o Padre Francisco Ayres de Miranda Henrique, não foi eleito, apesar de bem votado.
Em outros livros de Atas da Prefeitura, aparecem como Presidente de Câmara ou Conselho Municipal, os senhores Francisco das Chagas Araújo, José Raimundo da Silva, Joaquim Nogueira de Freitas, Joaquim Domingos, Augusto de Carvalho, João de Oliveira Lima, Inácio Antonio Rodrigues Machado, Antonio de Melo Costa e Antonio Alves Maia.
Com o advento da República, nosso Município passou a ser administrado por Intendentes ou Prefeitos, ora nomeados, ora eleitos. Apresentamos em ordem cronológica, a relação nominal dos Intendentes e Prefeitos de Russas, a partir de 1893.

<><><><><><><> Intendentes <><><><><><>

1º - João Nogueira de Freitas Costa - Nomeado pela Câmara Municipal, exerceu o cargo entre os anos de 1893 a 1894;
2º - José Honório Nogueira de Pontes, 1895 - Nomeado pela Câmara.
3º - José Casimiro Delgado Perdigão - 1896 - Nomeado pela Câmara Municipal.
4º - Francisco Ferreira de Araújo Lima - 1897 a 1904, nomeado pela Câmara.
5º - Francisco Honorato Rodrigues Lima - 1906
6º - Francisco Ferreira de Araújo Lima - 1911
7º - Dr. José Perdigão Sobrinho - 1912/1916
Obs. Vem a nova fase de governo com outra terminologia criada por Lei.


<><><><><><><><>Prefeitos<><><><><><><>

1º - Prefeito - Francisco Ferreira de Araújo Lima, permaneceu no cargo apenas por dois anos- 1916/1918

2º - Prefeito - Felipe José de Santiago Lima, permaneceu no cargo de 1919 a 1921. Foi o último da série de Prefeitos nomeados.

3º - Prefeito - Dr. José Ramalho de Alarcon e Santiago, assumiu o cargo em 1921 e permaneceu até 1929. Como resultado da primeira eleição por sufrágio direto.
4º - Prefeito - João Maciel Pereira, exerceu o cargo no ano de 1929 a 1930.

<><><><><><>Interventores <><><><><><><>

1º - João Ivo Xavier, de 1930 a 1933

2º - Dr. Ezequiel da Silva Menezes, de 16 de janeiro de 1933 a 25 de maio de 1935.
3º - Vicente Veloso, exerceu o mandato de 2 de junho de 1935 até final de novembro de 1937.
4º - Manuel Matoso Filho, governou o município, na ditadura Vargas, de 2 de dezembro de 1937 a 1945.
5º - Dr. Manuel Sales de Andrade, foi interventor por apenas 15 dias.
6º - Carlos Pontes dos Santos Lima - de 1945 a 1946.
7º - Dr. João Maciel Filho - 1946 - ( meses ).
8º - João Ivo Xavier - 1947.

Após o reordenamento político, em que as eleições se realizaram no dia 1º de dezembro, conforme estabelecia a Constituição.

5º Prefeito - João de Deus, permaneceu no cargo de 15 de março de 1947 a 15 de março de 1951

6º Prefeito - Raimundo Maciel Pereira, de 195l a 1955
7º Prefeito - Dr. Eliseu Ferreira Lima, de 25 de março de 1955 a 25 de março de 1959.

8º Prefeito - Gerardo Matoso de Oliveira, de 25 de março de 1959 a 25 de março de 1963.

9º Prefeito - João de Deus, segundo mandato de 25 de março de 1963 a 25 de março de 1967.

10º Prefeito - Dr. José Martins de Santiago, de 25 de março de 1967 a 25 de março de 1971.

11º Prefeito - Pedro Maia Rocha, de 25 de março de 1971 a 3l de março de 1973.

12º Prefeito - Aurino Estácio de Sousa, de 3l de janeiro de 1973 a 3l de janeiro de 1977.

13º Prefeito - Dr. José Martins de Santiago, de 31 de janeiro de 1977 a 31 de janeiro de 1982.

14º Prefeito - Dr. Zilzo Leandro Evangelista , de 1º de fevereiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988
15º Prefeito - Dr. Francisco de Assis Bezerra Nunes, de janeiro de 1989 a dezembro de 1992

16º Prefeito - Francisco Agaci Fernandes da Silva, de 1º de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996.
17º Prefeito - Dr. Raimundo Weber de Araújo, atual.

<><><><> Principais realizações <><><><>

Impossível será enumerar as realizações de todos os administradores, pois, não consta dos livros pesquisados..

Conseguimos apenas de alguns governantes:

A partir do Coronel Francisco de Araújo Lima, tivemos obras de grande valor como a construção do Mercado Público. Foram colocados vários postes de madeira com os respectivos lampiões abastecidos a querosene, e contribuiu para a reforma na Igreja Matriz.

Na gestão do Dr. José Perdigão Sobrinho é instalada a revolucionária iluminação pública a gás acetileno, em postes de madeira e zinco, e reforma da Câmara Municipal.

O Dr. José Ramalho de Alarcon e Santiago, revelou-se, com a construção do Obelisco na Praça Monsenhor João Luís, iluminação pública com a posteação de ferro adquirida de Quixadá. Deu início a arborização da cidade com ficus benjamim, e melhoramento na Casa da Câmara.

Teve como destaque a administração do Sr. João Ivo Xavier o início da construção da Praça Juarez Távora e a construção da estrada ligando à cidade ao Cemitério, facilitando o acesso, principalmente na época invernosa e iniciou a arborização da cidade.

O Dr. Ezequiel da Silva Menezes, concluiu a Praça Monsenhor João Luís, antiga Juarez Távora, concluiu a arborização da cidade, construiu o Grupo Escolar, além de promover a remodelação do Mercado e pintura.

O Professor Vicente Veloso fez o lançamento da pedra fundamental do Matadouro Público. Em sua gestão é iniciada a construção do Quartel da Força Pública.

É dever dos russanos exprimir o reconhecimento e admiração pelos 7 anos de atividade do coronel Manuel Matoso Filho, atividade essa que marcou decisivamente o progresso de nossa querida Russas.

Entre suas realizações:
1. concluiu o Matadouro Público,
2. Reformou o prédio do Grupo Escolar;
3. o Mercado Público passou por radical remodelação;
4. construiu o prédio destinado a Escola dos Trabalhadores Rurais;
5. construiu o Salão do Fórum e
6. o campo de aviação;
7. reformou a avenida Monsenhor João Luiís;
8. e construiu a Coluna da Hora,
9. iniciou a construção do Edifício da Prefeitura;
10. ampliou a rede de ensino primário,
11. além de outras realizações no Distrito de Palhano e construiu o Mercado público de Quixeré, hoje transformados em municípios.
Conseguiu junto ao Governo do Estado, os seguintes melhoramentos:
1. Posto de Saúde,
2..Campo de Fruticultura e
3..a conclusão do Quartel da Força Pública, hoje Batalhão da Polícia Militar.
Lutou pela construção da Casa de Saúde São Bernardo, Hospital e da Maternidade de Russas.

Não menos profícuo foi a atuação do coronel João de Deus. E seguindo o espírito de Lavousier, João de Deus deu um aspecto de gala a nossa cidade, mandando dinamitar as pedras, que segundo alguns historiadores, deram origem ao nome Russas, para com elas calçar as principais artérias de nossa cidade..
1. Reformou o Mercado Público,
2. construiu o campo de aviação com uma pista asfaltada de 1.200 metros por 40 de largura e, em sua gestão foi construída pelo Governador Virgílio Távora a ponte sobre o riacho Araibu.

Grande contribuição nos legou o Dr. Raimundo Maciel Pereira com a conclusão do atual prédio da Prefeitura e da Câmara, construção da caixa d'água e grande incentivo ao setor educacional.

O Dr. Eliseu Ferreira Lima, deu grande impulso na construção do calçamento de nossa cidade, bem como aos setores de educação e saúde.

Na gestão de Gerardo Matoso de Oliveira, foram executadas as seguintes obras, que modificou a fisionomia de Russas, com a remoção do paralelepípedo e o asfaltamento da rua principal. Foi em seu governo adquirido um grupo gerador Caterpillar, com potência de 100Kw, com posteação de trilhos de ferro. a criação da Escola Padre Zacarias Ramalho, transformada, posteriormente, na Escola Técnica de Comércio.

Valiosa foi a colaboração do Dr. José Martins de Santiago, embelezando s cidade com a atual arborização, reforma da avenida Dom Lino, com a formação de canteiros ajardinados, reforma geral do Mercado Público com revestimento em pastilhas.

Da gestão do Sr. Pedro Maia Rocha temos o calçamento de parte da rua padre Raul Vieira, criação da Biblioteca Pública, instalação da Secretaria da Fazenda e a construção do Posto de Saude.

Obras de grande mérito foram realizadas na gestão do Sr. Aurino Estácio de Sousa.

Saneamento das finanças da Municipalidade, pagando ainda 11 meses de atraso do funcionalismo.
1. Continuou o calçamento da Rua Padre Raul Vieira, e da rua Coronel Araújo Lima, a rua Dr. José Ramalho, Travessa Bruno Epaminondas, Travessa José Xavier Ribeiro, Rua Monsenhor João Luís, Travessa Monsenhor Vital, Travessa Acelino Pontes, e parte da Coronel Perdigão Sobrinho, perfazendo um total aproximado de 30.000m2 de calçamento.
2. Construiu 7 postos de saúde no município, nas localidades de: São Pedro, Capim Grosso, Boqueirão do Cesário; Pedras, Lagoa Grande, Peixe e Carpina, todos com assistência médico-sanitária.
3. Construiu a sede do Tiro de Guerra - TG 10-010;
4. a Biblioteca Pública Municipal,
5. Reformou a Praça Monsenhor João Luís;
6. Construiu um abrigo e outras dependências no Aeroporto Cel. João de Deus;
7. um vestiário com 35 banheiros no colégio Estadual; construção praça Matoso Filho, com busto do homenageado;
8. Praça da Carnaúba,
9. e ainda construção de prédios escolares nas localidades de Passagem de Russas, sítio de Baixo e Futuro.
10. Fez doação de terrenos para a 8ª Delegacia de Educação, armazém da Cibrazém.
11. Delegacia da Receita Federal, FSESP, IPEC, COERBA e CRER.
Vale ressaltar que todas as medidas necessárias foram tomadas para melhorar o sistema educacional do município, com ampliação e equipamento das escolas e o aumento do número de cadeiras para 170.

Também foram realizados convênios com a SEEC, SUDENE, Hospital e Casa de Saúde de Russas, Maternidade Divina Providência, Fundação SESP, Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza e Hospital de Saúde mental de Messejana.
Por todos essas realizações, foi o Sr. Aurino Estácio homenageado pela UCAPE - Urbano Cordeiro de Pesquisa Especializadas de Opinião Pública de São Paulo, como o 4º Prefeito, entre os dez melhores do Estado do Ceará, no ano de 1976.

Já a administração do Agaci Fernandes realizou os seguintes melhoramentos:
1. Instalação e manutenção de uma Casa de Apoio, em Fortaleza, para onde eram transportadas as pessoas doentes e, depois seguiam para atendimentos nos hospitais da Capital.
2. Recuperação das estradas municipais, com a construção de passagens molhadas sobre o Rio Jaguaribe.
3. Incentivo ao pequeno produtor com o preparo das terras na época do inverno e, distribuição de sementes.
4. Ampliação da rede elétrica e recuperação do calçamento de algumas ruas da cidade.

Seguiu-se a administração do Dr. Zilzo Leandro Evangelista, com os seguinte destaques:

Educação
1. Construção e/ou ampliação de 66 salas de aula, destacando-se o Colégio Municipal do Planalto e o Irapuan Diniz Aguiar ( hoje 2000, Murilo Serpa - recursos próprios e convênios com o Governo Federal e Estadual;
2. Início da substituição da Casa do Professor e as classes multi-seriadas;
3. Implantação do Projeto Logos II, hoje Agora eu Sei ( qualificação dos professores leigos);
4. Aquisição do transporte para merenda escolar, transporte de Professores, micro-ônibus para transporte de universitários para a FAFIDAM, em Limoeiro do Norte, depois ônibus - com recursos próprios;

Cultura
1. Implantação (aquisição dos instrumentos) da banda de Música Maestro Orlando Leite - recursos próprios;

Esportes e Lazer
1. Implantação do PROAID ( Programa de apoio ao esporte integrado de Russas);
2. Tri-campeonato dos Jogos Olímpicos da Região Jaguartibana ( 86, 87 e 88) ;
3. Implantação do Balneário Bomba's Rio -recursos próprios;

Ação Social
1. Implantação do Movimento de Promoção Social de Russas;

Saúde
1. Aquisição da Unidade Móvel de Saúde Dr. Daltro Holanda ( desativada na administração posterior) - Convênio Governo Estadual;
2. Construção do Centro Comunitário Margarida Leandro ( transformado no Centro de Saúde), localizado atrás da Igreja de São Sebastião - Convênio Governo Federal;
3. Aquisição ( adaptação) da primeira ambulância de Russas;
Comunicação
1. Ampliação do Tri-canal de Flores - Convênio Teleceará;
2. Implantação do Posto de Correio de Flores - recursos próprios;
3. Instalação dos Mini Postos telefônicos de Pedras, Lagoa Grande, Bonhu, São João de Deus, Peixe (alguns inaugurados na administração sucessora) - recursos próprios para construção dos prédios.
Agricultura e Abastecimento

1. Instalação da Secretaria da Agricultura;
2. Aquisição de 5 tratores de pneus para preparo do solo - recursos próprios;
3. Construção do mercado do Peixe ( entre o chamado mercado velho e o novo) - recursos próprios;
4. Construção do Matadouro ( estrada que vai para o Aeroporto) Convênio Governo do Estado;
5. Aquisição da primeira carreta de transporte de carne ( antes, era transportada numa carroça) - recursos próprios;
6. Instalação do sistema de Bombeamento da Perenização do Riacho Araibu (convênio DAER);
7. Programas de melhoria do rebanho ovino-caprino - recursos próprios;
8. Peixamento das Lagoas, açudes, rios e riachos - recursos próprios e convênio DNOCS;

Estradas e Transportes

1. Aquisição da motoniveladora ( 1ª e única patrol, ainda hoje em funcionamento) - recursos próprios;
2. Aquisição da pá mecânica (idem da patrol) - recursos próprios;
3. Aquisição de um trator de esteira - recursos próprios;
4. Construção da ponte do Barracão - recursos próprios, com o apoio logístico do DAER, na pessoa de João Luís Ramalho;
5. Construção da estrada vicinal Flores - Araújo (São João de Deus) - convênio DAER;
6. Construção da estrada vicinal - Russas-Borges - convênio com o então DAER;
7. Aquisição do Barco com capacidade para cinco toneladas, hoje sucateado - recursos próprios;
Urbanismo
1. Instalação da iluminação central da Avenida Dom Lino - recursos próprios;
2. Construção de 80.000 metros de calçamento - recursos próprios e convênios com os governos Federal e Estadual;
3. Ampliação do Cemitério Bom Jesus dos Aflitos, e início da administração do mesmo (antes era administrado pela Paróquia;

Habitação
1. Início da construção do Conjunto Padre Abdon Valério, concluído na administração seguinte - recursos próprios para aquisição do terreno e convênio com o Governo Federal;
2. Pró piso - recursos próprios - programa para substituição do piso de barro de casas populares;
3. Projeto Candeeiro (implantação de quatro pontos de energia em pequenas edificações) recursos próprios ( complementado pela ação Lamparina do Governo Federal;
4. Projeto águas para todos: uma torneira instalada em cada pequeno domicílio ( recursos próprios), com a taxa mensal - metade da taxa mínima do SAEE - antigo administrador do sistema d'água de Russas).

O prefeito seguinte foi Dr. Francisco de Assis Bezerra Nunes, que realizou os seguintes melhoramentos.
Na área de educação:
1. construiu 14 Escolas, acabando com a Escola na residência dos professores, e promovendo a reciclagem desses lecionadores.
Em conseqüência tiveram melhoria de salário , passando a perceber o salário mínimo, já que existia professor ganhando vinte cruzeiros por mês.
Na saúde:

1. recuperação dos postos, e equipando-os com estufa Implantação do Serviço Odontológico, para prevenção e tratamento de cáries.
2. Contratação de cinco enfermeiras para coordenação dos serviços de saude.
3. Construção de 6 açudes e
4. recuperação de 9 que se encontravam arrombados.
5. Construção de vários quilômetros de estradas vicinais: Serra do Vieira, Ingá/Malhadinha, Bento Pereira, etc.
6. Incentivo ao pequeno agricultor com o prepara das terras para o plantio.
7. Construção de 13 novas creches, aumentando, assim, o total para 23.
8. Criação do Programa Mamãe Bebê, que consistia em ensinar todas as gestantes a preparem o enxoval das crianças.
9. Fabricas de redes nas associações comunitárias;
Instituiu o Clube do Vovô, que como o próprio nome diz, tem por finalidade prestar assistência ao idoso, que até hoje se encontra em funcionamento.

Na parte cultural:
1. festival de quadrilhas; Semana do Município e apoio aos grupos teatrais.
2. Construção de sete Postos Telefônicos na área rural, facilitando a vida das pessoas ali residentes.

Empossado em 1996, o Dr. Raimundo Weber de Araújo, vem marcando sua administração com os as seguintes obras:
1. Construção de sete modernas Escolas e 30 salas de aula;
2. Mercado Público com 111 boxes;
3. Ginásio Poli-esportivo;
4. Três Postos de Saúde;
5. Duas passagens molhadas;
6. perenização do Riacho Araibu;
7. Duas praças na Zona Rural;
8. 225 casas populares em andamento;
9. 65.000 m2 de calçamento;
10. 26 km de rede de energia rural;
11. Energia em 32 ruas com 700 ligações residenciais;
12. 21 km de estrada com piçarramento;
13. Instalação de oito cisternas de abastecimento d'água e 19 dessalinizadores nas comunidades e
14. instalação de semáforos na avenida Dom Lino, e a
15. reforma da Praça Monsenhor João Luís que passou a ser o cartão de visita da cidade. Eis os melhoramentos: iluminação moderna; novos bancos, arborização; piso em pedra tipo portuguesa, quiosques e fonte luminosa.
16. Foram restaurados: a) Coluna da Hora; b) imagem do Cristo Redentor; c) o Obelisco - marco da criação da Vila; d) o busto do homenageado.



<><><><><><>Legislativo <><><><><><><><>

A partir de 1829, os poderes estavam concentrados nas mãos de um único cidadão que acumulava os poderes de Intendente, do legislativo e, as vezes de juiz.
Como primeiro intendente eleito em 1843, consta o nome de Francisco Chagas de Araújo, que foi, naturalmente, o presidente do Legislativo, seguindo-se, do advento do regime Republicano até os nossos dias:

1. Vicente Leite de Oliveira -
2. Joaquim Feliz Rodrigues Lima -
3. Joel Correia Lima -
4. Raimundo Pereira de Araújo -
5. João Estácio de Sousa -
6. Orsete Leão Ribeiro -
7. Sebastião Santiago Lima -
8. Francisco Nadir de Araújo -
9. João Lopes de Sousa -
10. Francisco Wenes Campelo Maia -
11. Luís Miramar Nogueira -
12. Miguel Santiago de Oliveira - 1977 a 1978;
13. Francisco Rebouças de Oliveira,- de 1979 a 1980;
14. Miguel Santiago de Oliveira - de 1981 a 1982;
15. Raimundo Barreto da Silva; de 1983 a 1984;
16. Manuelito Maia Meireles - de 1985 a 1986;
17. Scipião Maia Scipião - de 1987 a 1988;
18. Manuelito Maia Meireles - de 1989 a 1990;
19. Gerardo Magela Maia Estácio - de 1991 a 1992;
20. Carlos Alberto Felix Nogueira Lima - de 1993 a 1994;
21. Francisco das Chagas Cruz - de 1995 a 1996;
22. Pedro Maia Rocha Júnior - de 1997 a 1998;
23. Raimundo Barreto da Silva - de 1999 a 2000.

Partidos promovem convenções

Ao findar o mês das festas juninas, e para cumprir o calendário eleitoral, os diversos partidos políticos de Russas, promoveram as suas convenções visando a homologação dos candidatos a Prefeito e vereadores.
Quatro candidatos irão disputar a preferência do eleitorado . São eles:
1. João Bosco Paz Rebouças, deputado estadual, que tem como vive Antonio Rodrigues;
2. Francisco Agaci Fernandes da Silva, ex-prefeito e vice Francisco Aurino;
3. Raimundo Weber Araújo, atual prefeito, e vice o ex-prefeito Zilzo Evangelista;
4. Vereadora Marta Dantas, e vice Cristóvão Alves.

Esperamos que os candidatos estejam imbuídos do propósito de promoverem uma campanha de alto nível, sem agressões pessoais que não levam a nada, e se voltem para um programa de governo capaz de convencer o eleitor.

É preciso que a Justiça Eleitoral leve as máquinas eletrônicas, até a região rural, onde está concentrado o maior número de eleitores que terão dificuldades na hora de votar.










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Viveu a população ribeirinha do rio Jaguaribe e de seus afluentes, momentos dramáticos com a enchente de 1960, quando por ocasião do arrombamento parcial do açude Orós. A noticia logo se espalhou, e as cidades de Russas, Aracati, Itaiçaba, Jaguaribe, Limoeiro do Norte, Icó, e o distrito de Alto Santo, de nome Castanhão, foram evacuadas por forças do Exército. A cidade, como não poderia deixar de ser, parou. O Banco do Brasil transferiu todo os seus utensílios para o lugar Tourão e liberou os seus funcionários.
Nessa luta de socorro as vítimas os helicópteros prestaram inestimáveis serviços a este povo, que insistia em não abandonar suas casas. Sobre toda a região soltaram panfletos, que anunciavam a catástrofe, tida com certa. Em alguns deles lia-se: "Com o rompimento da barragem, todas as pessoas residentes nessas localidades estão com suas vidas em grande perigo, pois serão levadas pelas águas".
Havia estimativa de que mais de dez mil pessoas estavam completamente isoladas e sem grande possibilidades de fuga, diante da aproximação rápida das
águas enfurecidas do Rio Jaguaribe. Os flagelados se amontoavam nos lugares mais altos, como Poço Comprido, São João do Jaguaribe, Ilha Grande e Quixeré, e Tabuleiro Alto, em Russas.
Precisamente às 10 horas do dia 26 de março um terrível estrondo foi ouvido a grande distância. Um lençol d'água de larga proporção desce a barragem do grande reservatório e invade toda a extensão do Vale do Jaguaribe, destruindo o que encontrava pela frente, como casas, cercas, animais, etc.
Integrando a cadeia da solidariedade, da parede do açude transmitia o radioamador PT 7 VC - Coronel Chagas.
Relatando tudo nos seus mínimos detalhes. Claro que emissoras de rádio também estiveram presentes.
O Presidente JK prometeu e cumpriu.
Reconstruiu o açude Orós, em tempo recorde.


<><><><> Novas enchentes - 1974 <><><><>


Os habitantes do município de Russas passaram por momentos difíceis durante 45 dias, quando o riacho Araibu, afluente do Rio Jaguaribe, transbordou inundando várias ruas da cidade, sendo as mais atingidas a Dr. Perdigão Sobrinho, Monsenhor João Luís e Dr. José Ramalho, além das vilas Matoso e Gonçalves..
Segundo divulgou o jornal "Correio de Russas" em sua edição de 7 de maio de 1974, naquele dia as águas retornavam ao leito do riacho, e a situação estava se normalizando. A população estava sendo vacinada, graças ao trabalho eficiente da Fundação SESP, a cuja frente se encontrava o Dr. Renê Pedregal.
Aos poucos as populações atingidas foram retornando aos seus locais de origem, para reconstrução de suas casas, cercas, currais, etc.
O Governo do Estado determinou a distribuição de sementes entre os agricultores pobres, esperando-se uma boa safra, principalmente, de algodão, trazendo resultados positivos para a economia do município.
O Riacho, que sempre nas enchentes, faz suas vítimas, desta feita, foram os senhores: José Hermes de Araújo e José Maria, cujos corpos foram localizados, após vários dias de busca pelo Corpo de Bombeiros.
O "CR" apresentou em sua edição várias fotos mostrando as ruas totalmente alagadas.


<><><><><>A seca de 1932<><><><><><><>


Ao ler a história das secas em nossa região, nota-se que não só as enchentes, como as secas tem provocado imensuráveis prejuízos à população, de um modo geral. Essa mesma histórias registra as secas dos anos de 1809, 1816, 1817 - 1824 - 1825 - 1830, 1844, 1845 - 1877 - 1879 1888, 1898 e 1900, 1903, 1907, 1915, 1919 e 1932. 1958, 1974 e 1985.
Daí para cá tem-se verificado apenas invernos fracos. Numa dessas secas a vítima foi Pero Coelho de Sousa, descobridor da foz do Jaguaribe, cuja retirada foi narrada no livro "Gênese do Ceará", de João Brígido, no capítulo "Retirada de Pero Coelho, relata: abandonados naquelas plagas inóspitas, sem transporte e sem alimentos.
Pero Coelho resolveu voltar ao Rio Grande com sua família e os poucos que lhe restavam. Os trabalhos começaram na primeira jornada. Caminhavam pela areia, e quando o sol crescia as crianças sentiam os pés doloridos, que fazia compunção ouvir-lhe o choro , acompanhado da lástima dos soldados e da pobre mãe.
No segundo dia, o capitão-mor teve que carregar os dois filhos que não podiam mais andar, e começou a falta d'água. Só no terceiro encontraram uma cacimba, junto a qual descansaram durante dois dias.
No sexto dia, a marcha se efetuou com grande receio dos índios, porque se divisava uma fumaça, que supunha ser do arraial de alguns canibais.. Dentro em pouco, porém, dois inimigos piores, se apresentaram - a fome e a sede, começando a fazer vítimas.
A primeira foi um carpinteiro, e nesse transe os que não podiam mais andar disseram ao capitão-mor que os deixasse ficar, pois a morte, se lhes acabariam os trabalhos, como sucedia àquele.
Animados por Pero Coelho prosseguiram, mas logo morreu outro homem, e Dona Tomázia o aconselhou a salvar-se deixando-a morrer ali com os filhos.
O capitão-mor animava a todos, assegurando que, dentro em pouco, encontrariam água.
Duas cacimbas que encontraram - chamadas Amargosa e Gamaré, eram sais, que ninguém bebeu.
Em compensação, tiveram de passar uns mangues com lodo até a cintura, e ai encontraram caranguejos ( urutus), que comeram crus.
Deste ponto partiram para Mossoró, e aí chegando, após muitos dias de caminho, viram passar um barco, no qual não conseguiram ser ouvidos. Pouco depois morreu o filho mais velho do capitão-mor. Acabaram de perder o ânimo os expedicionários. Os soldados se achavam tão fracos que o vento os derrubava.
Felizmente, dona Tomázia recobrava a coragem, circunstância a que deu a mísera família chegar até o Rio Grande, onde Pero Coelho extenuado, morreu pouco tempo depois.
Como se observa, a descoberta da foz do Jaguaribe custou a vida de Pero Coelho.




<><><><><>Rendição do Tempo <><><><><><>

Fazendo uma regressão no tempo consegui reunir uma série de artigos publicados nos jornais, no período de janeiro de 1966 até dezembro de 1979.
São, na verdade, matérias relacionadas aos acontecimentos da época, na cidade onde nasci - Russas, no Vale Jaguaribano. Inseri também no Livro, a historia de Russas em seus primórdios.
Nota-se que, além das notícias relacionadas à vida social da cidade, houve, também, preocupação do autor em reivindicar melhoramentos para nossa cidade.
Sem exercer mandato legislativo, estive sempre reclamando e pedindo providências para a solução dos mais diversos problemas que afligiam a comunidade, tanto por artigo através da imprensa, como nos Congressos da Associação Cearense de Jornalistas do Interior (ACEJI). Um outro trabalho foi feito no Rotary, nas promoções em favor dos necessitados: como almoço no Dia do Ancião, Natal das Crianças Pobres, campanha do filtro, etc.
Aproveito a oportunidade para repetir o que disse a diversos amigos, todos interessados em saber por que nunca me candidatei a um posto eletivo.
O motivo é simples. Em primeiro lugar devo esclarecer, para quem não sabe que sou descendente de família política, pois, como já disse , repito: meus tios Manuel Matoso Filho, Gerardo Matoso, foram prefeitos; Ciríaco Matoso e Manuel Matoso Neto, vices;
Não herdei pendores para a política.
Não sou partidário do nepotismo.
Não tenho tendência para ser orientado por partido político, e sem eles, claro, não pode haver candidatura.
Não aceito Ingerência dos políticos na administração..
Talvez um dia, quem sabe, poderei até provar a minha capacidade administrativa, exercendo, por exemplo a interventoria do município.
Aí sim direi quem sou.
Aliás, esta hipótese torna-se quase inviável, já que me considero um democrata autêntico, mesmo assim, é um caso a ser pensado, já que é para o bem do povo russano.
Trata-se da única maneira de governar sem os conchaves, pois não admito o toma lá dá cá, nem é dando que se recebe, tão em voga nos dias atuais.
Nessas condições, tenho certeza absoluta de que faria uma administração voltada para o bem estar do povo.
Todos sabem, portanto, não é novidade, que os prefeitos empregam seus familiares, em número as vezes até exagerado.
Se convidasse um membro da família para desempenhar algum cargo, seria um técnico que, tenho certeza, não me decepcionaria.
Bem, dito isso, espero que vocês gostem do trabalho que apresento no Livro Rendição do Tempo, que nada mais é, do que um registro da história de Russas em suas diferentes épocas. O AUTOR

























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